domingo, 28 de outubro de 2007

Ermos de facto

Frequentemente quando converso com amigos sobre minhas viagens me perguntam "qual o lugar mais nada-a-ver que você esteve?"

Minha resposta comum é a de que "existem lugares que não deveriam ser habitados".

A história da colonização do planeta pelo ser humano segue padrões bem definidos quanto à ocupação: proximidade com o mar, rios ou lagos, clima suportável, terra fértil, pastos vastos. Com o passar do tempo o advento de novas tecnologias flexibilizou os requisitos para uma terra colonizável, mas a teimosia do ser humano é o critério que matou, enterrou e pôs uma pá de cal em qualquer bom senso quando da habitação de algumas localidades.

Como diabos alguém mora em um lugar perto de nada, não vou discutir aqui. Mas o fato é que isso acontece, e com frequência.

Qual o lugar mais nada-a-ver que eu já estive?

Mozarlândia.

A cidade tem teoricamente algo entre 11.000 e 20.000 habitantes, dos quais eu vi 20. Não há um rio, o clima é infernal e úmido, a terra parece ácida e pedregosa e existe apenas uma estrada que dá acesso (provavelmente porque alguém foi cabeça-dura o bastante para resolver morar aqui ANTES da existência da estrada, e tiveram pena dele).

Mozarlandia

E a parte mais divertida (para vocês) da história: eu estou aqui neste exato momento.

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