1200km em 4 dias
Começou na segunda-feira. Desde então rodei mais neste estado que a maioria dos paulistanos roda durante a vida toda.
Hit The Road, Jack
De nada a lugar nenhum
Nessa rotina de 4 dias eu estive em 4 cidades, 3 usinas hidrelétricas e hotéis de três estrelas a duas bolinhas (cinco bolinhas equivale a uma estrela).
Mesmo quem mora no meio do nada precisa de uma diversãozinha, OK?
Cansativo, é verdade. Mas é impressionante como o cansaço vai embora quando eu chego nas usinas. Nunca foi segredo que eu sou extremamente progressista ("Amazônia? Se colocassem abaixo e pavimentassem dava um puta estacionamento 24h!") e a visão dessas obras colossais de engenharia são suficientes para arregalar meus olhos por horas.

Não tente imaginar quantos litros de água estas paredes seguram. Se você conseguir não irá chegar nem perto delas.
Quem nunca pôde ver uma de perto (alguém aí já viu?) não faz idéia do faraonismo dessas obras, que, se eu fosse religioso, criticaria, dizendo que o homem quer fazer papel de deus. Mas, pensando bem, mudar o curso de um rio, represar milhões de litros d'água, e usar isso para fazer girar turbinas que alimentam cidades inteiras, sem contar utilizar comportas gigantescas para fazer elevadores de barcos e navios definitivamente é um ato divino.
Elevador de navio
No finas das contas, estou de volta à terrinha, já em casa (eu tenho esse direito, OK?), escrevendo enquanto as memórias estão quentes na cabeça.
Nada disso seria possível sem o Mio, de quem falarei com detalhes no próximo post.



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