Último post de 2007
Nos vemos ano que vem.
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O título fala por si só. O primeiro vem atrasado por que estou aproveitando cada segundo possível com os amigos e familiares (em geral dando uma surra nos mesmos em Guitar Hero - e não, eu ainda não estou no nível do pequeno Ben Eberle).
De volta à Princesa do Oeste na semana que vem.
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Eu perdi a noção de tempo. Iria iniciar este post com uma colocação do tipo "após x meses, y semanas e z dias eu voltei ao Recife" mas a verdade é que eu não lembro quando foi a última vez que estive aqui. Vamos arredondar as contas e tentar de novo.
Após 2 meses eu voltei ao Recife.
Estou na cidade, após um vôo ingrato que me fez perder todo um sábado que poderia ter sido melhor aproveitado na companhia de amigos e familiares. Não vou divagar muito sobre isso senão acabo chegando ao vôo de volta, que consegue ser ainda pior que esse.
Período de fim de ano, claro que não fui o único a entrar em um avião para passar o reveillon com a família: os aeroportos estavam todos lotados (ou pelo menos os três pelos quais passei hoje). Aparentemente o mais movimentado foi mesmo o Gilberto Freire, mas o fenômeno parece mesmo ser em todas as grandes capitais do Nordeste.
Parece que no Brasil o Papai Noel usa mesmo bermudas.
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E já que estamos falando de GPS e Google Earth, aproveito para fazer conhecer um projeto muito interessante.
O Recife Completo é um projeto de Ângelo Menezes (de quem nunca ouvi falar na vida até conhecer o projeto) que visa mapear os pontos de interesse da cidade do Recife (para quem pegou o bonde andando, eu sou recifense).
É um trabalho impressionante, atualmente na versão 2.8 e contando com mais de 4300 lugares marcados na Região Metropolitana (mais especificamente Recife, Olinda e Jaboatão). Este incrível banco de dados já foi passado na íntegra para meu GPS, e espero que possa utilizá-lo bastante quando estiver lá duranto as festas de fim de ano.
Para se passar uma idéia do volume de informações já coletadas, vejam a figura abaixo:
Agora, para poder visualizar em informação legível, um zoom maior. Perceba, como é rica a marcação dos lugares:
Todos os pontos estão organizados em subgrupos, por cidade e tipo, numa hierarquia muito bem definida. Eu considero O Recife Completo um item imprescindível para qualquer recifense e mais ainda, qualquer portador de GPS que more ou pense em visitar a cidade algum dia, sem deixar nada a dever aos mapas de GPS de cidades como São Paulo e países europeus ou os Estados Unidos.
Fica a dica.
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Como dito anteriormente, tenho um aparelho GPS automotivo.
Apesar do mesmo já vir com todos os mapas do Brasil, apenas a cidade de São Paulo encontra-se com um nível de detalhamento equivalente àqueles encontrados em mapas de países europeus e americanos.
Não me incomoda a ausência dos POI, mas existe uma funcionalidade que me faz muita falta: cadastramento dos speedtraps, ou radares de velocidade, ou "pardais".
(Não estou querendo com isso insinuar que sou um pé pesado. Também não estou dizendo que não o seja...)
O equipamento possui essa funcionalidade, e Campinas é uma cidade que tem praticamente um radar por esquina. Como era possível e seria útil para mim, iniciei um projeto pessoal de mapeamento dos pardais da cidade, apenas os fixos por motivos óbvios.
Utilizando Hermes (para que não sabe, é o nome que eu dei ao Mio C310x) marco os radares que avisto, juntamente com a velocidade máxima e o sentido dos mesmos.
É uma informação que eu considero valiosa, não somente para mim, mas para qualquer motorista que transite pela cidade. Portanto também estou descarregando as localizações dos radares no Google Earth. Com o arquivo KMZ gerado, iniciei um tópico no Google Earth Community.
O tópico é este e os pontos podem ser visualizados também no Google Maps, para quem não tem o Earth instalado (shame on you).
E, a propósito, de acordo com a lei brasileira, as localizações dos radares não podem ser ocultas e, portanto, publicá-las não é nenhuma contravenção.
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No processo de conhecer o perfil de quem passa (e sim, tem gente passando por aqui!) instalei algumas ferramentas, tanto aqui como no Shout!.
Em primeiro lugar, conhecer um pouco de como as pessoas chegam aqui. Para isso, nada mais óbvio que usar ferramentas da maior ferramenta de busca do mundo (e meu queridinho particular), o Google. No caso, o Google Webmaster Tools.
Em segundo lugar, conhecer como as pessoas passeiam por aqui. Para tal, AWStats, uma ferramenta de análise dos logs de acesso do Apache (ou IIS ou outros webservers mais comuns).
Então, caso visitante (ou visitantes, de houver mais de um), quando passar por aqui de novo, lembre-se: estou de olho em você.
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Hermes, mensageiro ou intérprete da vontade dos deuses, (daí o termo hermenêutica) era um deus grego correspondente ao Mercúrio romano. Divindade muito antiga, Hermes era invocado, a princípio, como deus dos pastores e protetor dos rebanhos, dos cavalos e animais selvagens; mais tarde tornou-se deus dos viajantes, e em sua homenagem foram erguidas estátuas à beira das estradas (hermas).
Extraído da Wikipedia, Hermes.
Senhoras e senhores, eu vos apresento Hermes:
Não estranhem. Eu tenho um notebook que se chama Mantis, outro chamado Zephyr, um celular que se chama Nether e outro que atende por Librio.
Mas continuando, Hermes é meu GPS automotivo, modelo Mio DigiWalker 310x. É o mesmo modelo do Navegador Guia 4 Rodas, mas saiu um pouco mais barato. Não conta com o excelente banco de dados de mapas e POI's do NG4R, mas nos 1.200km desta semana salvou vidas. Vida. A minha vida.
Infelizmente os mapas ainda são de 2006, e somando isso ao fato de que eu duvido que alguém definitivamente andou em todas as estradas do estado, mesmo por que algumas nunca existiram, algumas cabeçadas foram necessárias.
Felizmente isso só era frequente em algumas pequenas cidades, nas rodovias, onde era mais importante ele se saiu muito bem. Um único erro, que me fez descobrir uma base da aeronáutica no meio do nada (Area 51?), mas valeu o show de graça da esquadrilha da fumaça.
Uma das grandes sacadas do Mio é que ele é um PDA com Windows CE.Net 4.2. Ou seja, é extremamente customizável (ou hackeável, para usar um termo menos politicamente correto). O meu já é capaz de executar, além do GPS, players de MP3 e DivX. Mais informações nos fóruns dedicados ao tema, como o GPS Passion ou em páginas como a I Love My Mio (so do I, fella).
Dito isso, estou oficialmente promovendo o Mio (e todo e qualquer aparelho de GPS) ao seleto grupo do Killer Duo que na verdade é o Killer Quad agora:
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Começou na segunda-feira. Desde então rodei mais neste estado que a maioria dos paulistanos roda durante a vida toda.
Hit The Road, Jack
De nada a lugar nenhum
Nessa rotina de 4 dias eu estive em 4 cidades, 3 usinas hidrelétricas e hotéis de três estrelas a duas bolinhas (cinco bolinhas equivale a uma estrela).
Mesmo quem mora no meio do nada precisa de uma diversãozinha, OK?
Cansativo, é verdade. Mas é impressionante como o cansaço vai embora quando eu chego nas usinas. Nunca foi segredo que eu sou extremamente progressista ("Amazônia? Se colocassem abaixo e pavimentassem dava um puta estacionamento 24h!") e a visão dessas obras colossais de engenharia são suficientes para arregalar meus olhos por horas.

Não tente imaginar quantos litros de água estas paredes seguram. Se você conseguir não irá chegar nem perto delas.
Quem nunca pôde ver uma de perto (alguém aí já viu?) não faz idéia do faraonismo dessas obras, que, se eu fosse religioso, criticaria, dizendo que o homem quer fazer papel de deus. Mas, pensando bem, mudar o curso de um rio, represar milhões de litros d'água, e usar isso para fazer girar turbinas que alimentam cidades inteiras, sem contar utilizar comportas gigantescas para fazer elevadores de barcos e navios definitivamente é um ato divino.
Elevador de navio
No finas das contas, estou de volta à terrinha, já em casa (eu tenho esse direito, OK?), escrevendo enquanto as memórias estão quentes na cabeça.
Nada disso seria possível sem o Mio, de quem falarei com detalhes no próximo post.
Uma coisa que geralmente faço antes de ir a algum lugar novo é pesquisar sobre o lugar em questão.
Ferramentas como a Wikipedia ajudam a conhecer um pouco o destino, sua história e atrativos. O Google Maps (ou melhor, o Google Earth) dão uma visão geográfica muito boa do lugar, mas também ajudam a conhecer o tamanho e mais lugares de interesse.
Para viajantes eu não aconselho buscas no Google. Explico: quando se busca por um lugar, sem outros parâmetros, o máximo que você vai encontrar são informações turísticas. Pode ser útil a princípio, mas mais para turistas, não para viajantes. Pontos turísticos são, como o nome diz, para turistas e raramente os mesmos são da coisa real. É como ler sobre o Castelo de Brennand e achar que Recife é uma cidade com ar medieval digna de alguns vilarejos da Europa. Simplesmente não funciona.
Antigamente outro lugar interessante para achar informações valiosas era, acreditem, o Orkut. Porém isso foi em outros tempos, e hoje visitar comunidades se resume a ler tópicos de jogos sobre se você beijaria ou não a pessoa acima. Desista.
As fontes existem, é somente necessário saber pesquisar. Não é ciência exata, mas um pouco de perseverança ajudará a conhecer seu destino antes de pisar lá e saber quais são suas opções de entretenimento.
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Palmas não é uma cidade. Não ainda. Será um dia mas, hoje, Palmas é uma planta-baixa de ruas, avenidas, loteamentos e uns poucos imóveis, aqui e ali.
Fundada em 1989, ela será uma cidade projetada, como foi Brasília em seu tempo. Porém, dada a pouquíssima idade, é estranho andar em suas ruas vazias, sem carros, sem engarrafamentos, cheios de terrenos onde cresce uma grama alta, porém sem muros. Não há prédios, no sentido atual da palavra. Tirando o Palácio do Governo (que apesar de bonito parece também "imaturo" em sua arquitetura), não vi construções com mais que 2 ou 3 andares.
Lugares como "Av. JK Acno, Conj. 02, Lote 04205" deixam claro que a infância da cidade ainda não definiu uma numeração mais elaborada para os endereços.
Minha crítica vai somente à concepção dos arquitetos que projetaram a planta-baixa e optaram por minimizar o uso de sinais de trânsito. Palmas é uma cidade onde suas vias se cruzam através de rotatórias. Funciona bem agora, já que é mais fácil bater num poste que em outro carro, mas a história já mostrou o quanto isso é uma má idéia em cidades mais movimentadas (e que, acredito, seja o objetivo pensado para Palmas).
Ainda, as saídas e entradas das rotatórias (ou queijinhos, como chamam por aqui - não pergunte, estou tentando fazer um post sério) são muito fechadas e contra as manobras naturais do trânsito, fazendo com que o motorista sempre invada a outra faixa.
Enfim, acredito que a cidade tem muito potencial, para o bem e para o mal. Suas áreas loteadas serão um chamariz para pessoas que quiserem recomeçar suas vidas em um lugar calmo e completo (afinal de contas, é uma capital), mas em poucas décadas a cidade será um inferno, onde dirigir será um desafio digno de mestres Jedis.
Marcadores: lugares
E não que esqueci completamente de citar esse fato? Acho que não me impressiona mais, então acabei deixando de lado.
Mas só para contar a história, tive mais uma arremetida para colocar no histórico. Em meu vôo para Palmas, segunda passada.
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