Balanço da Crise de Hoje
E finalmente cheguei em casa. Agora que tenho tempo e fotos para provar o que eu venho dizendo desde Natal do ano passado, vamos começar pelo princípio.
08:40:45 Tango
Se teu vôo se perder de novo avisa, que eu chego aí mais cedo.08:40:51 Tie Fighter
Beleza. Vou nessa agora.08:41:16 Tango
Aê! Boa viagem!08:41:24 Tie Fighter
Fudeu.08:41:29 Tango
?08:41:34 Tie Fighter
Fechou o aeroporto .08:41:41 Tango
COMO É QUE É??
E foi assim que resolvi fazer o check out do hotel mais cedo e chegar no aeroporto ainda pela manhã. Esse amigo já estava em BH desde o dia anterior, pois o vôo tinha atrasado irrevogávelmente ontem à noite e a GOL o colocou num hotel. Iria aproveitar a chance e encontrá-lo.
Já chegando a situação estava um pouco ruim, mas não caótica como já me acostumei a encontrar. Ainda assim já pairava no ar uma estranheza conhecida. Nessa hora o site da Infraero noticiava "Movimento tranquilo nos aeroportos brasileiros". Nada mais longe da verdade. Naquele instante a bola de neve já estava rolando.
Vejam bem, eu não critico o tempo em que esperei no aeroporto. Eu sabia que era cedo e ainda assim eu fui. Mas o desenrolar não é algo que deva passar em branco.
O fato é que, algumas horas depois, já na parte da tarde, Os atrasos tomaram uma dimensão inegável. Não havia mais nenhum vôo no horário.
Meu vôo estava agendado para as 17:10, e nesse momento já era sabido que havia um atraso de duas horas. Ainda assim resolvi entrar no saguão de embarque, apenas para ter um déjà vu de tudo o que eu já tinha visto em outros momentos da crise:
- Centenas de pessoas esperando nas cadeiras trabalhando, conversando ou dormindo;
- Outras tantas no chão;
- Mais algumas de bate-boca com os funcionários das companhias aéreas.
A situação ainda pioraria muito antes de melhorar. Melhorar para mim, quero dizer, porque outros tantos infelizes continuam presos naquele aeroportos e outros (sei que a situação do Rio parece estar ainda pior). Pois piorou tanto que resolvi fotografar outra vez o painel, pois isso não é coisa que se vê todo dia. Na verdade, eu nunca tinha visto nessa escala antes.
Eventualmente consegui embarcar, com exatas quatro horas de atraso. Mais um minuto e eu teria exigido refeição da GOL.
No final das contas o que eu passei não foi a pior crise que já enfrentei e, comparando com outras pessoas, eu tive até sorte.
Espero que isso seja suficiente para provar como eu estava certo. Todos vinham dizendo que a Crise do Apagão Aéreo havia acabado, mas não, ela estava incubada. Num período de armistício, por assim dizer. E vai continuar assim, como uma doença que sempre volta enquanto não for tratada da forma que deve, com investimentos do governo.
Marcadores: crise aérea, histórias



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